Ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ceará recebe missão da União Europeia
16 de março de 2026 - 15:08 #Etice #Inovação #Institucional #Tecnologia
Gerência de Comunicação e Marketing - texto e fotos.
Com uma apresentação sobre o programa Cientista Chefe, que aplica a pesquisa acadêmica para resolver problemas da gestão pública, foi iniciada nesta segunda-feira (16), na Casa Civil, no Palácio da Abolição, a agenda da Missão da União Europeia e dos Estados Membros.
Liderada pelo Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), a presença da comitiva europeia recebe apoio da Secretaria das Relações Internacionais, Casa Civil e do Escritório de Representação do Ministério das Relações Exteriores no Nordeste. Até terça-feira (17), a delegação de representantes das Embaixadas da União Europeia visitará instituições do setor.
Cooperação internacional em ciência e inovação
O presidente da Funcap, Raimundo Costa, informou que o Programa Cientista Chefe, com oito anos de atuação, atua em 25 áreas de políticas públicas e já recebeu investimento de R$130 milhões do Governo do Estado. A visita tem por objetivo fortalecer laços do Ecossistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ceará com a União Europeia, observou a secretária Sandra Monteiro, da Secitece, que propôs uma segunda Missão para as instituições do interior do Ceará.
A secretária de Relações Internacionais, Roseane Medeiros, argumentou que, com a aprovação do acordo Mercosul-União Europeia, vai ser muito importante o relacionamento com a Europa. “A Europa precisa de nós e nós precisamos da Europa”, afirmou. Ao destacar a localização geográfica do Ceará em relação à Europa, ela citou os 16 cabos submarinos de fibra e a chegada do ITA, a primeira unidade fora de São Paulo com Engenharia de Sistemas e de Energias Renováveis, que vai abrir novas oportunidade, inclusive de aproximar empresas europeias e procurar atrair para que venham produzir no Ceará dentro de um contexto de energias renováveis.
Infraestrutura digital como vetor de inovação
A Empresa de Tecnologia da Informação do Ceará (Etice) também participou do encontro e destacou o papel da infraestrutura digital do estado no fortalecimento do ecossistema de inovação. O presidente da Etice, Hugo Figueiredo, colocou a empresa à disposição da rede consular dos países da União Europeia para o desenvolvimento de parcerias voltadas à inovação e à transformação digital. Segundo ele, a Etice é responsável pela prestação de serviços de tecnologia da informação para órgãos do Governo do Estado e outras instituições públicas, além da gestão do Cinturão Digital do Ceará, rede de fibra óptica que conta atualmente com cerca de 6 mil quilômetros de extensão e conecta diversas regiões do estado.
Hugo Figueiredo também ressaltou a posição estratégica do Ceará no cenário global de conectividade: “Fortaleza é um dos principais pontos de chegada de cabos submarinos de fibra óptica no Brasil, com conexões provenientes da Europa, da África e dos Estados Unidos, o que fortalece a infraestrutura digital e amplia as possibilidades de cooperação internacional”.
Ainda de acordo com o presidente da Etice, essa estrutura, aliada à disponibilidade de energia renovável e à formação de profissionais qualificados, cria condições favoráveis para a atração de investimentos em áreas como economia digital e data centers. “O Ceará tem buscado se inserir de forma cada vez mais competitiva na cadeia produtiva da informação digital, impulsionada por tecnologias como a inteligência artificial generativa. A Etice participa desse processo, contribuindo para ampliar a infraestrutura tecnológica e apoiar iniciativas de inovação que beneficiem a população”, destacou o presidente.
Encerramento da programação
A agenda da missão segue até quarta-feira (18), quando será realizado, no Museu da Imagem e do Som (MIS), em Fortaleza, o 2º Seminário de Cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação: Ceará & União Europeia, reunindo representantes de governos, universidades e instituições de pesquisa para discutir oportunidades de cooperação científica, mobilidade acadêmica e desenvolvimento de projetos conjuntos.