Balão de gás deve levar internet a áreas remotas da Amazônia
20 de julho de 2016 - 16:30
A dificuldade de comunicação é uma realidade das equipes de pesquisa do Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que desenvolve pesquisas no Amazonas. Dessa forma, o projeto Aeróstato Remoto de Telecomunicação e Sensoriamento (Artes) visa contribuir com a melhora dessa situação e ampliar as possibilidades de aplicação de tecnologia em áreas remotas da Amazônia.
Necessitando de uma estrutura básica de energia solar fotovoltaica, o modelo consiste em um balão suspenso com gás hélio, que pode ser instalado em qualquer localidade próxima a uma torre de transmissão de sinal de internet. De acordo com o Instituto Mamirauá, o equipamento recebe o sinal e redistribui para uma área de aproximadamente 400 metros de diâmetro e, durante os testes, alcançou 150 metros de altura, o que garantiu a redistribuição de sinal para a área abaixo do balão.
O projeto, financiado pela Fundação de Amparo à pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), permite que se leve sinal de internet à locais que possuem dificuldades de acesso à comunicação devido à falta energia elétrica em localidades mais isoladas da Amazônia. Com a possibilidade de encher e esvaziar o balão no local necessário, o equipamento permite também a mobilidade da distribuição.
“Para instalar uma torre, que ocupa um espaço muito grande, precisa de uma interferência na paisagem, de abrir uma clareira na floresta, um alto esforço de equipe para instalação e alto custo de manutenção. O balão pode receber daquele ponto mais distante e redistribuir o sinal guarda-chuva para prover internet para uma expedição de campo ou para uma pequena comunidade, coletar dados de sensores instalados na floresta, são muitas aplicações”, afirma Francisco Freitas Júnior, coordenador de Tecnologia da Informação do Instinto Mamirauá.
De acordo com o Instituto, algumas das formas de aplicação da tecnologia seriam em projetos temporários itinerantes e para inclusão digital em comunidades ribeirinhas. Os testes do projeto, realizados no último mês na sede do Instituto Mamirauá em Tefé (AM), demonstraram que a tecnologia é eficaz para a transmissão de sinais de comunicação. Segundo Francisco, a próxima etapa seria a construção de uma versão piloto do modelo para aplicação.
O Artes é executado pelo Mamirauá, o Instituto de Computação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI) e a empresa Ômega Aerossystems.
Fonte: Instituto Mamirauá
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Caio Albuquerque Pinheiro
Estagiária: Gabriela Vieira