Relatório aponta desigualdades no acesso à Internet no mundo

25 de julho de 2016 - 18:02

O relatório “ICT Facts & Figures 2016”, divulgado na última sexta-feira (22) pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), mostrou que 3,7 bilhões de pessoas no mundo permanecem sem acesso à Internet em 2016. Os dados divulgados pela agência da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável por temas relacionados às Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) apontaram diversas desigualdades de acesso à Internet no mundo atual.

O documento da UIT demonstra que cerca de uma a cada duas pessoas está usando Internet no mundo, mas nos países em desenvolvimento a realidade é de apenas um a cada sete indivíduos. A desigualdade pode ser percebida na comparação entre os continentes: enquanto na África quase 75% da população é de não usuários, na Europa somente 20,9% não acessa a rede. Nas Américas, 35 % das pessoas não usa Internet.

Ainda segundo os dados do relatório, quase 1 bilhão de famílias do mundo tem acesso à Internet, sendo 230 milhões somente da China enquanto os 48 países menos desenvolvidos do mundo têm juntos um total de 20 milhões de famílias com essa possibilidade.

Com relação à disseminação das redes móveis, o documento mostrou que 7 bilhões de pessoas vivem em áreas cobertas ao menos pela tecnologia 2G e que as redes avançadas de 4G atingiram, com o crescimento dos últimos 3 anos, quase 4 bilhões de pessoas atualmente.

Diferentemente da Internet móvel, a banda larga fixa tem um crescimento maior nos países desenvolvidos e deve atingir cerca de 12 a cada 100 habitantes em 2016. O relatório afirma que os serviços de rede fixa possuem uma média de preço duas vezes mais caro em comparação com a banda larga móvel.

“A interconectividade global está crescendo rapidamente. No entanto, é preciso fazer mais para acabar com a desigualdade digital e levar mais da metade da população global que não utiliza a Internet para a economia digital”, afirmou o secretário-geral da UIT, Houlin Zhao.

A queda nos preços dos serviços de Internet registradas no relatório não garante boas previsões: a estimativa da UIT é de que até o fim do ano 3,9 bilhões de pessoas estarão sem acesso à Internet.

Fonte: ONU Brasil

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Caio Albuquerque Pinheiro

Estagiária: Gabriela Vieira